Aula 6


A aula do dia 16 foi super bacana, a turma foi dividida em grupos de 3 a 4 componentes e a nossa missão foi utilizarmos a criatividade e fazermos de conta que éramos professores, escolhendo um assunto de nosso interesse e prepararmos uma aula, para qualquer série, utilizando a nossa turma como "cobaia" - alunos.
Os grupos foram muito criativos e a turma entrou no clima, literalmente incorporando os papéis de alunos, fazendo perguntas, brigando um com o outro, tentando atrapalhar a aula do professor, pedindo para ir ao banheiro, fazendo piadinhas com os colegas ... Nos divertimos muito.
A dinâmica foi muito interessante porque cada grupo tentou utilizar (mesmo que de maneira não explícita) as teorias da aprendizagem estudadas nas aulas, não só da professora Valéria, mas nas disciplinas dos outros professores também, e foi possível perceber que elas se complementam, principalmente quando nos damos conta de que nossa escola é estruturada sobre o modelo de educação tradicional e não construtivista. Desta forma, cabe ao professor utilizar as teorias e metodologias mais adequadas para cada turma em específico, pois o que importa é que o aluno se sinta parte da escola, que essa aprendizagem seja significativa para ele, pois dessa forma ele vai absorver os conteúdos  que o professor está tentando lhe repassar.
Neste sentido, é imprescindível que o professor perceba que cada turma tem um comportamento diferente, influenciado pela comunidade onde vive, pela sua família, pelas relações sociais que mantém, portanto, não tem como a aprendizagem ser significativa para o aluno se o professor não tiver essa dimensão, mantendo a mesma metodologia para todas as turmas, ano após ano, sem inovar, buscar novas formas de se relacionar com seus alunos.
Entendendo também que não é algo fácil para o professor, tendo em vista a realidade da educação brasileira, o sucateamento das escolas, as condições precárias dos laboratórios e da estrutura física da escola de maneira geral, os baixos salários dos professores, que os obriga a assumir uma carga horária extensa, muitas vezes em escolas diferentes e distantes umas das outras. Deve-se levar em conta também a falta de uma educação continuada para os professores, que lhes possibilite o conhecimento e aprofundamento de novas teorias e metodologias de aprendizagem, capazes de trazer novas perspectivas para serem aplicadas com seus alunos.

Ao término das atividades dos alunos, todos puderam relatar como foi essa experiência, além das dificuldades encontradas pelos grupos desde o planejamento até a finalização. Neste sentido, a professora também fez um questionamento de como nós saberíamos se nosso aluno absorveu aquilo que tentamos transmitir por meio de nossas aulas, qual seria o tipo de avaliação para que o professor perceba se realmente sua aula está fazendo sentido para os alunos.
Novamente me lembro dos outros textos lidos sobre a escola tradicional e a escola construtivista, como avaliar os alunos sem ter que aplicar provas onde eles tenham que decorar conteúdo, datas, nomes. Um sistema de avaliação em que o professor tenha que fechar notas de 0 a 10, pois são cobrados tanto pelos alunos quanto por seus pais e até mesmo pela direção das escolas. Está posto mais um desafio para os professores ...

Por falar em desafio, a professora também introduziu um novo assunto chamado Taxonomia de Bloom.





Iremos nos aprofundar na aula da semana que vem, por enquanto só uma introdução ...




Até semana que vem ...

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